Citação

"A felicidade não lhe é proporcionada por ninguém.
Ela encontra-se somente no próprio esforço
Em revelar o tesouro das profundezas de sua vida, e
se poli-lo cuidadosamente,
Desenvolverá a coragem e a esperança,
Ao longo do caminho."

Pensamento budista - Referência: Sandro Ribeiro


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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Prima Renata e sua poesia

Foto: do álbum da prima. Autorizada publicação.

POEMAS DE RENATÍSSIMA         *

 

O AMOR PERDIDO

Onde se encontra o amor?
O que foi feito dele?
Onde buscar esse sentimento que nos faz viver,
Onde buscar esse sentimento que nos faz sorrir,
Mesmo estando triste, mesmo enfrentando as dificuldades,  ele nos dá força para vencer, para lutar...
Onde foi que o deixamos?
Nosso coração ainda anseia por este sentimento, ainda tentamos encontra-lo.
Mas parece que o amor se esconde, parece não querer se mostrar, se envolver, se doar...
Ou será  que nós é que o deixamos passar, deixamos de cultiva-lo, deixamos de planta-lo ?
Onde está você amor?
Queria que você brotasse no coração de todos aqueles que ainda anseiam por ti...
Que no meu coração você ficasse para sempre. E que fizesse florescer novamente na minha vida esse Amor que eu sempre sonhei viver.

21/05/99  

IMAGINANDO...

Imaginar eu com você.
Como seria bom esse momento...
Poder sentir você me tocando.
Sentir seu calor dentro de mim, me aquecendo...
Sentir seus lábios envolvendo os meus.
Sentir nossos corações num mesmo pulsar.
Num mesmo desejo.
Numa mesma respiração... Num mesmo querer.
Imaginar... Apenas imaginar.
O tempo vai passando...
O querer vai ficando mais presente,vontade de estar junto ...
Como seria bom poder voar com você.
E ter a certeza de que esse voar seria seguro.
Porque eu estaria ao seu lado.
Doando-me por completo.
Mas esse voar parece estar tão distante...
E eu apenas fico imaginando....
Eu em você.
10/04/99

UMA LÁGRIMA
 
Como é difícil provar que por alguns momentos eu me senti mulher com você...

Que você me fez voar, para um lugar bem alto como se fosse uma águia buscando a felicidade...
Buscando o prazer de se doar, de se completar, de sentir...

Mas o homem deixando se levar age erradamente...

Não  percebe que palavras ferem, machucam, e são jogadas ao vento...
E o vento sopra para dentro do coração...
Fazendo com que este se sinta ferido e sem maneiras de se defender... chora ...
Uma lágrima rola, uma gota de tristeza, de saudade...
Uma saudade que irá sempre lembrar de você.
02/08/99

* Renata Parronchi Bianchini Soave 
Direitos autorais reservados. 
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Guardados: 'salvar como'

É difícil esvaziar quartos, abrir armários fechados, Muito mais na parte física do que a emocional. As pessoas que perdemos ficam acalentando nosso coração. As coisas que guardamos, pertences que nos deram em vida, são bálsamos.
Após uma mudança de cidade, quando a gente guarda em um quarto o que não cabe na nova casa é terrível. Temos que nos defrontar com o que fomos, e aquela vida não volta mais, diferentemente das lembranças de juventude que não doem. Aquela casa onde se morou, o estilo de vida, os amigos sinceros, ah... quando você abre a porta do quartinho para acolher  o que se trouxe é um abalo. Parece que a vida não andou. Mas andou, e você se pergunta: "como foi possível?"

Nota: Estas almofadas foram feitas por minha mãe nos anos 80. O ' piu-piu ' de minha tia, seria para o meu filho.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aniversário


Se eu fosse escrever um livro sobre aniversário
gostaria que fosse feito por meus amigos e inimigos
e que a natureza também fosse consultada
sobre como me viu passar.

Se eu fosse mesmo escrever este livro
diria das noites mal dormidas, das mãos machucadas
de quem me quis cuidar...

E claro, de como e onde nasci...
mas principalmente
de quem  me viu
além do que se imagina,
e mesmo assim - permaneceu.

Para mim desejo saúde, paz e que trabalho não me falte
e quero no meu coração solitário
a eterna presença dos meus amores
e de preferencia que eu os possa abraçar.

sábado, 18 de junho de 2011

ÁLVARO DE CAMPOS - EPISODIO 1



Este filme é do grupo Kino-Olho, fundado e gerenciado por João Paulo Miranda. Funciona também como uma escola de fotografias e filmagens, vale a pena conhecer o projeto. Os atores  são da Cia. Quanta de teatro.
Observem o primeiro capítulo da obra de Fernando Pessoa, onde há o olhar sobre Álvaro de Campos, o rosto da angustia e realidade.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma casa é uma casa é uma casa

Gente, encontrei este blog na internet. Para vc. que como eu procura coisas diferentes e recicláveis para fazer um aconchêgo, e d+.

http://home-boxer.blogspot.com/

domingo, 4 de outubro de 2009

Sir Sean Connery e lembranças


Eu tinha 15 anos e estava no 1° normal do I.E Joaquim Ribeiro, na Cidade Azul. Este filme foi sucesso de bilheteria. Aparecia o Sean Connery, lindo! Romance, aventura, um homem forte, blasé!... o que mais queria uma adolescente? E a música com o Mat Monro, aquele loirão lindo de olhos castanhos... Que Beatles, que nada. Foi um arraso. Eu tinha uma amiga que sentava ao meu lado, que chamarei Vivi. Eu me lembro... eu escrevendo James Bond, em um coração, e ela escrevendo o nome de umpadre de nossa paróquia.
Eu disse:'Vivi, ele é um paaadre!!!' Ela me respondeu: 'Mas é liiindo!...'
Após cerca de 40 anos, ao fazer uma pausa durante a tarefa do almoço de domingo, deitei na poltrona, liguei a TV e dei de cara com ele, o Sean. Dirigia um caminhão, em um filme que eu não recordava, mas era James Bond. Fiquei emocionada, com sua interpretação. Na época nem foi indicado ao Oscar -  havia um preconceito em relação a galãs que faziam muito sucesso em filmes não apropriados para o Oscar. Hoje, se este filme fosse indicado venceria, se fizesse um arranjo tecnológico. Porque de interpretação, neste filme, Sean Connery arrasou. E a mãozinha jogando fora o vídeo (em fita) em pleno canal de Veneza? Foi hoje a 1a. vez que prestei atenção na tradução de 'From Russia with love'. Clique para ouvir.
Sir Sean, após inumeras apresentações em filmes considerados profundos, é considerado pela crítica e todo o mundo um grande ator. Mas convenhamos, já era o máximo no 1° James Bond.
Para quem curte, sugiro ver sua aparição no filme 'O mais longo dos Dias', acerca do Dia D - invasão da Normandia, , onde fez o papel de um soldado escocês na invasão que determinou o final da 2a. Grande Guerra.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Enfim, o espírito natalino!


Demorou um pouco, chegou e se instalou... 'é que os momentos felizes tinham deixado raízes no seu viver...' (Música: Regra 3')
Impossível ir ao centro de convivência cultural da minha cidade e não vibrar! Que decoração... toda em material reciclável! Brilha... brilha...
Clique na foto para ir ao site da Prefeitura de Campinas - foto protegida por direitos autorais - Valéria Abras

domingo, 31 de agosto de 2008

Agosto do Saci Pererê

O tio Barnabé, personagem de Monteiro Lobato - conta que para pegar sacis tem que ser em agosto, porque se venta muito (devido a São Bartolomeu)...
Haja vento aqui em Campinas...


'O saci é um diabinho de uma perna só que anda solto pelo mundo, armando reinações de toda sorte: azeda o leite, quebra pontas das agulhas, esconde as tesourinhas de unha, embaraça os novelos de linha, faz o dedal das costureiras cair nos buracos, bota moscas na sopa, queima o feijão que está no fogo, gora os ovos das ninhadas. Quando encontra um prego, vira ele de ponta pra riba para que espete o pé do primeiro que passa. Tudo que numa casa acontece de ruim é sempre arte do saci. Não contente com isso, também atormenta os cachorros, atropela as galinhas e persegue os cavalos no pasto, chupando o sangue deles. O saci não faz maldade grande, mas não há maldade pequenina que não faça.' (referencias no blog abaixo, em Continuação)

Uma homenagem a este diabinho famoso e lendário da nossa cultura!! Também às mangas que comi enquanto lia a deliciosa coleção.

Continuação no blog: Cultura de Um Povo

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Morrida de saudades

Ref. imagem: somentebia.blogs.sapo.pt

Clique e leia, Márcia Frazão, Morrida de Saudades, toda colorida!!


Sei que está meio 'tétrico' por aqui esta semana, mas aprenda comigo. Na lida da vida dos olhos meus *, estamos despertos, envolvidos(as) em um Poder Maior, e nada acontece por acaso.
Depois de trilhões de zoadas nos tarôs e i-ching, vou no trote... do cavalo baio, alazão da Noite, cujo nome é Raio, Raio de Luar.**
Escrevendo...

* e ** Cancioneiro Popular: Benvinda, Chico Buarque e Viagem (desconheço o autor), mas tem que ser com Alaíde Costa.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

DOIDAS OU SANTAS?




A SERENATA
Adélia Prado

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobro
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
— só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?



- Revista O Globo – 13 de abril de 2008 – ELA DISSE
"Doidas e santas"
Martha Medeiros

"Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa." São versos de Adélia Prado, retirados do poema "A serenata". Ele narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão – não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra: "De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?"

Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada, onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões – e a gente sabe como as desilusões devastam - , terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?

Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???

Nem ela caríssimos, nem ela.

Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.

Santa, mesmo, só Nossa Senhora, mas, cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (Não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do.)

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar louca e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.

Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.

Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.
Foto: virtualbooks.terra.com.br

Depois dessa, só conhecendo a poesia de Adélia Prado, é maravilhosa.