Citação

"A felicidade não lhe é proporcionada por ninguém.
Ela encontra-se somente no próprio esforço
Em revelar o tesouro das profundezas de sua vida, e
se poli-lo cuidadosamente,
Desenvolverá a coragem e a esperança,
Ao longo do caminho."

Pensamento budista - Referência: Sandro Ribeiro


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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Um porque para viver

Frequentemente as pessoas discordam se a vida tem ou não sentido. Algumas pensam que tem grande significado, porque para elas tem valor. Outras dizem que não, sofrem de um vazio interior, ou estão em fase difícil e portanto podem não encontrar significado em viver. Algumas desistem; outras procuram descobrir sentido em estar vivo. Não desista, não achar sentido na vida é uma fase passageira. Não tome atitude extrema.
Texto básico: Muriel James e Louis Savary - UM NOVO EU - Editora IBRASA - 1a. Ed. Pag. 31

Tio Pedrinho e tia Donana Lima, In Memoriam - Carmo de Minas - Bairro de Campos, MG. 1970
 

domingo, 10 de julho de 2011

Como quebrar e deixar bonito

Ouça - em nova aba

"Estala, coração de vidro pintado!...  ou ... Pobre velha casa da minha infancia querida, quem diria que me desacolhesse tanto...
Ando 'sorumbática ' e meditabunda' de novo. O que mudou no mundo familiar? Não há acalantos nem cantigas de ninar. No intimo não seremos ainda bebês? Esperamos bondade, gentileza, reconhecimento à memória que trazemos, nos gens e no sangue. Famílias de sangue... sinto o mesmo respeito que sentia quando criança. Mas deve ter faltado algo. Talvez o juramento de sangue, o cigano mesmo. . De repente, espera-se compreensão e ganha-se desrespeito. Tempos modernos? Hum... fiquei uns tempos lá, estatelada com a sinceridade cruel ressoando ... observando a solidão de se estar longe do passado, porque o amor, aquele amor, tinha passado. E depois... que remédio senão continuar vivendo? Tirei nomes, conservei os que queria. Por pura sobrevivencia. E pela primeira vez aceitei uma verdade que sempre achei correta: 'se não ri e chora comigo, não é meu amigo'. 
Afinal... 'Quero morrer entre rosas, porque as amei na infancia'

E assm a estorinha acaba, graças a Fernando Pessoa e na mesma poesia de Álvaro de Campos


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quando a gente acha as pessoas q partiram aqui mesmo

Não quero ser a orientadora de perdas, como se tivesse uma varinha mágica para sair da situação. E não acredito que 'sair da situação' seja eficiente, poque quanto mais entrar na dor melhor. Claro que se não esmaecer a dor gritante após quatro meses, é necessário a ajuda de um neuropsiquiatra para tornar a caminhada não tão sofrida. Quem pode fazer psicoterapia, no início alguem que escute sem falar, melhor. Mas a dor é tão grande que nos sentimos imersos numa solidão a qual ninguem compartilha.
Eu me lembro, eu me lembro, e já dou risada quando me lembro do meu irmãozinho Loirinho. Ele já está introjetado no meu ser. Mas não quero, não posso ouvir coisas paecidas as que ele sofreu não. Saio de perto, previno a continuação da situação. Não quero ficar patinando na vida, como a Tânia, 'a da fossa' (Jornal Pasquim, anos 60, não me lembro do nome do cartoonista).

Também perdi apos esta dura prova: amigos, cidade que eu amava, mudei que nem uma fugitiva para minha cidade natal. Nem agradeci os 43 anos de vida boa em Campinas, onde eu aprendi a ser profissional, mulher, e amiga.
Amo Campinas, acho q sou campinense de coração.
Hoje eu tive a certeza que havia um propósito maior nesta minha vinda à Cidade azul.
Andei uns bons 10 meses aqui, meio fantasma, meio gente, meio esposa, meio tia, meio sobrinha, etc. Sinto falta da minha vida lá.
Racionalmente costumo lidar bem com a coisa, mas o estresse desta mudança me pegou. Fiquei cansada, esgotada fisicamente. A minha sorte é que sou alegre de nascença, rs.

Também passei a sentir falta de meus pais, avós, tios que já partiram, todos no cemitério há duas quadras da minha casa. Que saudade. Andei chorando pelas ruas, de emoção e saudade.
Entretanto sempre tive para mim que devia me entregar a esta falta de energia, para esgotar o que deveria ser esgotado.
Na verdade sou muito amorosa, sempre quis meus parentes com paixão, com respeito, com admiração. São parte da minha vida presente, da minha alma vivente.

Hoje passei na casa do meu tio, já de idade, e com a amarga doença que se esquece.
Dois casos parecidos em sua essencia. Ele não lembra, e eu lembro demais.Embora não esteja muito certinha não, rsrs.
O acaso ou a sincronicidade, me fezperguntar para seu cuidador. 'Tem violão ai? ' E o Cidinho, alma boa, me trouxe um violão sem o 'lá'. E daí? Comecei a contar como nasceram as musicas que cantei, musicas estas que meu avô, seu pai, cantava.

'Cantei cantei (com diz Caubi / composição de Chico)... jamais pensei cantar assim'. Como foi gostoso. Meu tio ficou tão contente, o Cidinho, eu. Um milagre pq não tenho soltado a voz e eu soltei. E ao invés de chorar como era costumeiro, estava tão feliz. Que momentos abençoados em que eu descobri que meu tio são todos que perdi, e cantar para ele traz ao meu coração toda nossa raça!
Ao final ele disse: 'Agradeço você colocar coisas na minha cabeça'. Eu respondi: 'Obrigada tio, por colocar coisas no meu coração, que andava também vazio'.
Depois de um tempo, se a gente tem paciencia, descobre que um do sangue simboliza todos, e a solidão de ambos se ameniza. Tamanha experiencia tem que ser divulgada. Vou cantar sempre para ele!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ante a desilusão

Clique

Do blog: Destino e Evolução

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Na minha casa tem uma brabuleta


Quando se tira de letra ou troca letra
corre-se o risco de
ficar com a cara do Holtelino Tlocaletla
ou no mínimo
meio descamisada no meio da rua
fazendo inventário da maldade alheia.


De toda maneira, a mudança tem lá seus meandros
e há que se perceber bem seus caminhos .


Ninguem espera grandes acontecimentos em dezembro:
o mes dos cheiros, cores, fotos, encontros
Este meu dezembro começou de mansinho, no meio do cotidiano


Mas minha borboleta, a que eu ganhei de repente
fixou sua presença na sala, inevitável e delicadamente...
Mesmo que toquem trombetas, ou que se mude ou feneça
sente-se que o amor é agora, inda assim
uma cinestésica presença no meio das luzes  - campinenses.

Ps.: Alguem sabe algo do Holtelino? Saudade dos quadrinhos...