Blog de perdão, alegria, afeto. Forma despretensiosa de lidar com o luto e continuar vivendo.
Citação
Ela encontra-se somente no próprio esforço
Em revelar o tesouro das profundezas de sua vida, e
se poli-lo cuidadosamente,
Desenvolverá a coragem e a esperança,
Ao longo do caminho."
Pensamento budista - Referência: Sandro Ribeiro
domingo, 1 de março de 2009
Nem a pau! Nem que a vaca tussa!
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Identidades e conflitos
e étnicas no Oriente Médio *
A identidade no Oriente Médio envolve nacionalidade, etnia e religião. Em alguns casos, a denominação da nacionalidade e da etnia é a mesma.A nacionalidade pode ser egípcia, síria, israelense, palestina, libanesa, iraniana, iraquiana, marroquina, turca, curda, iraniana e saudita por exemplo. A etnia pode ser turca, árabe, persa e curda. A religião pode ser judaica, cristã e islâmica. Dentro delas, há subdivisões, como maronitas, assírios, melquitas e ortodoxos para o cristianismo, sunitas, xiitas e alauítas para islamismo. Os conflitos na região envolvem estas identidades, como é o caso da disputa israelo-palestina. Os palestinos são os árabes não-israelenses que são descendentes ou nasceram no que hoje é Israel, Cisjordânia e faixa de Gaza. Eles podem ser cristãos (em geral ortodoxos), muçulmanos (quase todos sunitas) e drusos. Logo, ser palestino implica ser etnicamente árabe, mas não necessariamente muçulmano. Muitos líderes palestinos são cristãos. Os israelenses são judeus em sua maioria, mas podem ser também muçulmanos, drusos e cristãos, além de outras minorias. A etnia é variada, pois há judeus oriundos de diversas regiões do mundo que imigraram para Israel. Inclusive alguns nativos da Terra Santa, que são tão árabes como qualquer palestino. O judaismo é uma religião, não uma etnia, assim como o cristianismo e o islamismo. Ser israelense não implica pertencer a uma etnia ou a uma religião. O conflito entre os dois lados envolve as três identidades, mas acima de tudo a nacionalista. Dizer que palestinos ou israelenses lutam por questões religiosas apenas é um erro. No Iraque, dizemos muitas vezes que o conflito envolve sunitas, xiitas e curdos. Na verdade, o correto seria afirmar árabes-sunitas, árabes-xiitas e curdos-sunitas. Afinal, os curdos compartilham do mesmo ramo do islamismo de Saddam Hussein e da Al Qaeda. A diferença é que Saddam era árabe e eles, etnicamente, curdos. Há ainda um complicador. Os curdos se enxergam como uma nação distribuída entre a Turquia, Irã, Iraque e Síria. Portanto, além de etnia, curdo também é uma nacionalidade sem Estado, como os palestinos. Portanto, no Iraque, a disputa engloba religião, etnia e nacionalidade. Já no Líbano, o conflito é sectário somente. A nacionalidade e a etnia são as mesmas. Todos são libaneses e árabes, apesar de alguns cristãos maronitas insistirem que são fenícios. A diferença entre os libaneses é religiosa. Um libanês pertende a um de 18 diferentes ramos religiosos. Vale, porém, uma observação - há, no Líbano, armênios (que não são árabes) e palestinos (que não são libaneses), mas eles não estão envolvidos diretamente no atual conflito.Algumas destas identidades surgiram apenas no começo do século 20.Até a Primeira Guerra Mundial, toda esta região era parte do Império Otomano. Não existia Síria, Israel, Líbano ou Iraque. As divisões e unificações (caso do Iraque) posteriores acabaram por produzir este novo sentimento de identidade nacional, que é o israelense, palestino, jordaniano, sírio e libanês. Hoje, no Líbano, nenhum grupo religioso defende, por exemplo, a unificação com os sírios. Aliados e opositores de Damasco, membros da coalizão 14 de Março ou do Hezbollah, todos os libaneses sempre carregam a bandeira dos cedros em manifestações.
*Jornalista Gustavo Chacra, Mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia de Nova York.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Encontraram! As Minas do Rei Salomão
‘’ ... Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.... ‘’(Cantares de Salomão 8:6-7) Clique na foto
Lembrando a primeira vez que ouvir falar deste rei, aos 5 anos...
'Certa vez, o rei Salomão estava em seu palácio. Aí entraram duas mulheres. Elas tinham uma questão entre si. E agora o rei tinha que dizer qual delas tinha razão.
Cada uma das mulheres tinha um filho. Uma dessas crianças olhava para o mundo com olhos risonhos. Estava viva e sadia. Mas a outra criança tinha os olhos fechados e jazia quieta e pálida nos braços da mulher. Esta criança estava morta.
"A criança viva pertence a mim", disse uma das mulheres.
"Isso não é verdade, é minha", disse a outra.
Salomão disse: "Contem-me tudo."
E uma das mulheres contou: "Oh rei, ela e eu moramos juntas numa casa, e dormimos no mesmo quarto, e cada uma tem uma criança. Mas esta noite morreu uma das crianças. O filho dela morreu, rei. A criança morta é a dela, e a criança viva é a minha."
Mas a outra mulher disse: "Não, a criança viva é minha, e a morta é dela."
"Eu quero a criança viva, porque sou a mãe", gritou uma.
"Não, eu sou a mãe, eu quero a criança", gritou a outra.
Assim estavam todos ali e ninguém sabia quem tinha razão. Mas Salomão tinha que saber. Ele devia dizer quem iria ganhar a criança viva.
Salomão perguntou: "Então, vocês querem ambas ter a criança viva?"
"Sim, rei", falou uma.
"Sim, rei", falou a outra.
E então Salomão disse uma coisa estranha, com a qual todos se assustaram. Ele falou: "Pois bem, então vamos cortar a criança viva pelo meio, então cada uma de vocês receberá a metade".
Não era o plano do rei de fazer realmente isto. Mas ele disse isso com muita seriedade, ele fez de conta como se fosse tal seu plano. Ele chamou um empregado com uma grande espada e disse: "Corte a criança pelo meio".E o empregado pegou a criança e levantou a grande espada. Mas então uma das mulheres começou a chorar amargamente.
"Não faça isso!" gritou ela. "Não faça nenhum mal à criança! Só quero que meu filho continue vivo!".
Mas a outra mulher não se afligiu pela criança. Ela disse: "Bem, corte-a pelo meio, então nós duas não temos nada".
Aí o rei sabia quem era a mãe. Ele disse: "Dê a criança à primeira mulher, porque ela a ama. Esta é a mãe".
E a mulher recebeu a criança viva e, feliz, foi para casa com o filhinho no braço.
E todos diziam: "Como é sábio e inteligente o nosso rei!"
Salomão ficou sendo rei por muito tempo. Ele cuidou bem de seu povo. Ele fez as pessoas de sua terra viverem felizes,
Ele também construiu um lindo templo. Isso era uma casa para Deus, o Senhor, uma igreja bem grande. E para este bonito templo vinham as pessoas de todo o país, para oferecer sacrifícios e fazer oração."
Ref.: http://www.luteranos.com.br/101/infantil/historias/salomao.html
A História das minas - clique aqui
Salomão também é conhecido nos meios maçônicos e cabalísticos.Os templos maçônicos utilizam algumas normas de arquitetura do templo deste rei. Encontrei uma descrição interessante de sua trajetória também neste link - José Laércio.
Para completar, Raul Seixas, nosso músico 'underground' - tem uma música: 'As Minas do Rei Salomão', no álbum 'Há 10.000 anos atrás'.
Dedico esta postagem para o Mano Loirinho que tá no céu, que iria adorar a noticia.